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09 fevereiro 2011
08 fevereiro 2011
MEDICINA ORIENTAL
Um ocidental, em visita à China, ficou surpreso de ver a quantidade de velhos saudáveis e, curioso sobre os aspectos da milenar medicina chinesa, indagou de um experiente médico qual o segredo para se viver mais e melhor.
Ouviu do mesmo a sábia resposta:
- É muito simples. É só:
Comer a metade.
Andar o dobro.
E rir o triplo.
Parece simples, mas em verdade é o inverso do que se assiste na nossa agitada vida de ocidentais.
TERAFLOPS & PENTAFLOPS, IN BRAZIL
BYTES, MEGABYTES, GIGABYTES e TERABYTES, até temos alguma noção do que significa em termos de capacidade de computação, não é mesmo?
Já “supermáquinas”, com TERAFLOPS (trilhões de cálculos por segundo) e PETAFLOPS (quatrilhões de cálculos por segundo) estas parecem ser algo de ficção científica. No entanto, elas estão aí operantes, no mundo todo, inclusive duas destas aqui no Brasil.
A Petrobrás tem o supercomputador GALILEU, com 65 teraflops, instalado na Universidade Federal do Rio de Janeiro. É o número 116 na TOP 500, a lista dos mais poderosos computadores do mundo – atualizada a cada 6 meses.
O INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) conta agora com o TUPÃ, com capacidade nominal de 205 teraflops, já em operação em Cachoeira Paulista, São Paulo, onde fica o Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (Cptec) do Inpe.
Em Natal-RN, está sendo erguido um novo data center, em que será instalado o BLUE GENE/L, da IBM, doação conseguida através de acordo de pesquisas mantido com a Universidade de Lausanne, na Suíça. Este já está “meio véinho-sucateado”, tem 3 anos de uso, com capacidade de 26 teraflops (que será expandida para 49 teraflops). Mas com certeza nos será útil, sendo seu utilizar em doenças degenerativas do cérebro, desenvolvidas pelo Instituto Internacional de Neurociência de Natal Edmond e Lily Safra.
A capacidade das supermáquinas de realizar cálculos em grande velocidade é indispensável para determinadas pesquisas. Estas começaram sua aplicação no desenvolvimento de armas nucleares e de mísseis e para análise de clima. Em seguida, a medicina e vários ramos da engenharia também passaram a usar este recurso. Hoje, além destas áreas tradicionais, a gama de aplicações inclui petróleo, finanças, análise do solo, nanotecnologia e genética.
54,8% dos 500 supercomputadores mais poderosos do mundo estão nos Estados Unidos. O campeão do momento é o chinês TIANHE-1A, que alcançou a velocidade de 2,57 petaflops (ou 2.566 teraflops). Está instalado em Tianjin e foi fabricado pela Universidade Nacional de Tecnologia de Defesa (NUDT).
[compilação-adaptação do artigo O Brasil dos Teraflops, de Flávia Yuri, revista InfoExame Nº 298 – Dez. 2010]
KEPLER DESCOBERTAS
Telescópio descobre novo sistema planetário
BBC Brasil
Cientistas anunciaram a descoberta de um novo sistema solar com pelo menos seis planetas em órbita surpreendentemente próxima de uma estrela.
A observação vem sendo considerada a mais importante desde que o primeiro planeta fora do nosso sistema solar foi descoberto, em 1995.
A descoberta foi feita pelo telescópio espacial Kepler, posto em órbita há dois anos pela agência espacial americana, Nasa.
O telescópio Kepler está ampliando o conhecimento sobre o universo
Examinando apenas uma parte do céu, ele já descobriu um novo sistema planetário e a existência de mais de 500 planetas foi confirmada. No entanto, este número pode chegar a 1.235.
Entre as descobertas feitas pelo telescópio espacial estão ainda 54 planetas que, segundo cientistas, seriam candidatos a ter condições de abrigar vida.
Segundo os cálculos mais recentes, a órbita deles proporcionaria temperaturas nem quentes nem frias demais..
Com preço estimado em US$ 550 milhões, o telescópio possui a câmera de maior resolução já lançada ao espaço (95 megapixels), com alta sensibilidade à luz. Ele é capaz de observar o brilho de 170 mil estrelas simultaneamente e perceber as leves oscilações de luz provocadas pelos planetas quando passam na frente das estrelas.
Foi lançado em março de 2009 e a duração de sua missão é de 4 anos.
P.S.: Apesar disto, ainda tem muitíssimos "terráqueos" aí se achando os donos do cosmo, né??? Achando que são os únicos sapientes e por aqui viventes.
07 fevereiro 2011
06 fevereiro 2011
DOIS "GADGETS" INTERESSANTES-UTILITÁRIOS
O STEADEPOD é para aqueles momentos em que você não quer problemas com uso de um tripé ou monopé, ou quando você precisa firmar sua câmera, mas não têm muito espaço.
O SteadePod é um dispositivo pequeno que atribui estabilidade à sua câmera por um cabo robusto, que se estende de sua base. Puxe o cabo, coloque sob seu pé, puxe sua câmera para cima, e você terá estabilização imediata.
O SteadePod não é substituto para um tripé completo, mas é um ótimo complemento para os momentos em que você não pode/quer carregar um pesado dispositivo.
Particularmente, ainda sou adepto do velho-bom-sólido Tripé (de fibra de carbono – preferencialmente), apesar de ser um trambolho/peso a mais para se carregar. E caros, os bons.
PREÇO nos EUA: $ 25 www.steadepod.com
O FLIPBAC é um visor LCD de ângulo e protetor de tela para câmeras digitais. Para uso em câmeras que não tem LCD móvel.
Este acessório vai ajudar você a tirar fotos sem ajoelhar/deitar, tirar retratos sem esconder seu rosto atrás de uma câmera, capturar um autorretrato, etc.
* Capturar com precisão/facilidade a partir de posições originais: ao nível do solo, do nível da cintura ou acima da cabeça.
* Excelente protetor de tela LCD quando não estiver em uso.
* Abre a mais de 180 graus nas posições horizontal e vertical.
* Compatível com a maioria das câmeras digitais compactas e SLR com 3 polegadas ou 2,5 polegadas.
PREÇO nos EUA: $ 19,99. www.steadepod.com
WHAT THE DUCK!
What the Duck é uma tira cômica sobre um pato fotógrafo, iniciada em 2009 e de grande sucesso entre fotógrafos profissionais e amantes da Fotografia em todo o planeta. As tiras retratam cenas cotidianas de um profissional na era digital, como a obsolescência dos equipamentos, a competição desleal por parte de amadores aventureiros e o contato com clientes chatos e exigentes.
What the Duck foi criada por Aaron Johnson, um americano de Oak Creek, Wisconsin, que se define como 40% fotógrafo e 60% “photoshopper”.
O autor permite que os quadrinhos sejam livremente copiados do seu site. No entanto, há uma série de itens à venda no site, como camisetas e agasalhos. Além disso, pode-se adquirir as tiras em alta resolução, para fins promocionais, por cinco dólares cada.
É publicado em diversas revistas dos Estados Unidos, Canadá, reino Unido, Cingapura, Holanda e Malásia.
P.S.: Não confundir com o jovem ator inglês de mesmo nome.
Para conferir, acesse: http://www.whattheduck.net
04 fevereiro 2011
NOS PÉS DOS GEEKS
GEEK (pronúncia "guik") é uma expressão idiomática da língua inglesa,
uma gíria que define pessoas peculiares ou excêntricas
obcecadas com tecnologia, eletrônica, jogos eletrônicos ou de tabuleiro e outros.
obcecadas com tecnologia, eletrônica, jogos eletrônicos ou de tabuleiro e outros.
Geeks em geral sofrem de “neofilia” (atração por tudo aquilo que é novidade)
e são adeptos de computadores.
P.S.: "não me enquadro entre estes geeks".
e são adeptos de computadores.
P.S.: "não me enquadro entre estes geeks".
COMPRAS dos tênis BRASSMONKI: http://brassmonki.com
02 fevereiro 2011
UM PAPEL QUE NÃO MOLHA, NÃO RASGA E AINDA AJUDA A SALVAR O PLANETA!
Criado pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e pela empresa Vitopel, o VITOPAPER usa plástico reciclado em 85% da sua composição.
A matéria-prima são embalagens, saquinhos, copos e pratos descartáveis, muito comuns no lixo urbano.
O resultado é um papel quase igual ao de celulose, com maior durabilidade, que usa 20% menos tinta e custa até 40% mais, por causa da produção em baixa escala. Se houvessem incentivos para sua larga produção, com certeza se tornaria até mais barato que o de celulose.
A tecnologia já foi usada para imprimir 40 000 livros de informática para a Fundação Paula Souza, em São Paulo. No total, a Vitopel fornecerá 170 toneladas desse material, para a impressão de 261 mil livros didáticos. Também a revista “Lounge” - ed. 44 - foi impressa com este papel. Como podem ser reciclados inúmeras vezes, os livros assim produzidos quando estiverem com o conteúdo defasado, poderão ser reciclados novamente para produzir novos livros.
Vitopaper utiliza a tecnologia BOPP - filmes flexíveis de polipropileno que são aplicados em rótulos, embalagens de biscoitos, salgadinhos, pet food, na indústria gráfica, entre outros - porém, contendo diferentes tipos de plásticos em sua composição. E é aí que está a inovação, pois não há no mundo outra tecnologia desenvolvida para usar vários tipos de plásticos reciclados, como PP e PE.
A tecnologia foi desenvolvida pela professora Sati Manrich, do Departamento de Engenharia de Materiais da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), em colaboração com a Vitopel e apoio da FAPESP.
Fabricação:
Para a fabricação uma ton. de papel sintético é necessário 850 Kg e 150 Kg em outras substâncias químicas inofensivas ao meio-ambiente. Para cada tonelada produzida, pelo menos 30 árvores deixam de ser cortadas.
Vantagens:
É totalmente reciclável; gasta menos água e energia no processo de fabricação; resistente a água, vento e raios UV; longa durabilidade; resistente a gorduras e produtos químicos; não rasga e nem deforma (não dobra); não agride o meio-ambiente.
Utilizações do Papel:
Outdoors, Manuais, Cartilhas, Rótulos, Etiquetas em geral, Cadernos, Livros, Rascunhos, Papéis de Parede, Sacolas, Cartões de Visitas, Crachás, etc.
Similar ao papel “couché”, permite a escrita manual com canetas esferográficas, canetas de ponta porosa ou lápis, e a impressão pelos processos gráficos editoriais usuais, como off-set plana ou rotativa.
FONTE: www.info.abril.com.br e outras
23 janeiro 2011
22 janeiro 2011
FUTURO DESUMANO
Futuro Desumano
Por Tiago Micali
Ele é o “guru de algumas das maiores companhias do planeta”. IBM, Coca-Cola, McDonald’s, Nestlé, Samsung e Procter & Gamble já o contrataram para dar conselhos sobre o que fazer hoje para evitar arrependimentos amanhã. Mas o futurólogo (escritor, palestrante e consultor que assessora organizações sobre o futuro, com destaque para o planejamento de cenário e do impacto das tendências sobre a estratégia a longo prazo) inglês Richard Watson não vê um futuro promissor, de qualquer maneira. Em seu novo livro, Future Minds (Mentes do Futuro, sem edição no Brasil), esse cientista político alerta para o perigo de caminharmos em direção a uma sociedade onde as pessoas não conseguirão sequer pensar sozinhas.
*Você já escreveu sobre o futuro dos arquivos, do dinheiro, das viagens e, agora, das mentes. Como é possível?
Richard Watson: Só dá para planejar cenários olhando para todas essas coisas ao mesmo tempo. Se você trabalha num banco, tende a ler publicações sobre o mercado financeiro ou economia, mas não sobre tecnologia e demografia. As pessoas leem cada vez mais sobre cada vez menos assuntos, mas é onde todos os assuntos se unem que podemos identificar tendências. Por isso, passo 80% do meu tempo acordado lendo.
*O que vai acontecer com nossas mentes?
Watson: Há muitos falando sobre os aspectos bons dos celulares e do Google, mas há um outro lado. Passamos os dias andando pela cidade e olhando para uma tela de iPod ou BlackBerry e prestamos menos atenção nas pessoas ao redor. Estamos construindo bolhas onde nunca somos confrontados com ideias divergentes: selecionamos só as informações e os amigos que mais nos agradam. Isso não é bom para o pensamento e para a sociedade.
*Estamos ficando mais rasos?
Watson: Não só mais rasos, mas mais estreitos. Os cientistas citam cada vez menos trabalhos e estamos todos olhando para as mesmas fontes. Isso tem de ter algum impacto na originalidade.
*Há o perigo de se criar uma sociedade fascista, sem diversidade?
Watson: Podemos estar criando uma geração que não poderá pensar por si própria. Eles têm de ficar online e ver o que o resto das pessoas pensam antes de responderem a uma questão. Sentimos que não precisamos mais aprender porque é muito fácil achar os dados. Mas ter só o lado prático do conhecimento significa não enxergar o contexto em que as informações surgem, o que é preocupante.
* Isso é um pouco parecido com as máquinas. Estamos perdendo a humanidade?
Watson: Sim. O digital cria um nível de conectividade, mas destrói outros. Estudo feito há 10 anos mostrou que 10% dos americanos diziam não ter amigos para conversar em profundidade sobre o que sentem. Hoje, esse número subiu para 25%.
* Você propõe no livro que se pense mais devagar. Como é possível numa sociedade que pede cada vez mais produtividade?
Watson: Quando dizemos que alguém é devagar, isso é associado à burrice. Concordo que a maioria dos governos e empresas pensam que, se trabalharmos mais devagar, isso terá efeito negativo na eficiência, mas é discutível. Estamos muito ocupados em nossos escritórios fazendo coisas que serão descartadas depois. Quando um funcionário para um pouco para pensar, vê o seu papel dentro do negócio, identifica possíveis erros e evita que aconteçam. Quando se está indo muito rápido, o máximo que se faz é reagir.
* Você parece pessimista sobre o futuro...
Watson: Meu temor é que não tenhamos escolha senão nos tornarmos 100% digitais. E que a gente perca a capacidade de pensar profundamente, uma das coisas que nos define como humanos.
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Algumas previsões do guru
- Os computadores vão passar a entender as emoções de seus usuários e agir cada vez mais como humanos. Mas as pessoas se tornarão mais parecidas com as máquinas e haverá o desenvolvimento de vício em cibersexo e cibercasamento (entre homens e computadores)
- O excesso de informação fará com que as pessoas comecem a racionar o consumo de dados e haverá dietas digitais e profissionais contratados para peneirar o conteúdo. A confiança nas fontes de dados se tornará um dos grandes problemas da humanidade
- O movimento de slow thinking (pensamento devagar) irá surgir paralelamente ao movimento de slow food, de leitura lenta e de culto às informações em papel. Algumas companhias vão passar a guardar seus documentos estratégicos apenas em papel para evitar ciberataque.
- O vício em internet vai fazer com que governos criem órgãos específicos para lidar com o problema.
- Manter os pensamentos em privacidade vai ser um grande problema
- Num futuro próximo, tempo e espaço se tornarão bens de luxo. Haverá resorts sem comunicação alguma e serão alugadas salas de silêncio para que as pessoas possam parar e pensar um pouco.
Revista Galileu (Dezembro 2010 – Nº 233)
20 janeiro 2011
NEM TUDO SE PODE VER, OUVIR OU DIZER
Popularmente, geralmente associamos satiricamente a imagem dos três macaquitos aos políticos, mas ela tem conotação mais profunda. Confira aí!
Para viver, nem tudo nós podemos ver, escutar ou dizer. Isso é representado, desde a Antiguidade pelos três macacos da sabedoria. Cada um cobre uma parte diferente do rosto com as mãos. O primeiro cobre os olhos, o segundo as orelhas e o terceiro a boca. A representação é originária da China. Foi introduzida no Japão, no Século VIII por um monge budista. A máxima que ela implica é “não ver, não ouvir e não dizer nada de mau”. Foi adotada por “Gandhi” que levava sempre consigo os três macaquinhos, o cego, o surdo, o mudo – Mizaru, Kikazaru e Iwarazu.
Eles ensinam a não enxergar tudo o que vemos, não escutar tudo o que ouvimos e não dizer tudo o que sabemos. Noutras palavras, ensinam a selecionar e a conter-se. Isso é decisivo para uma atitude construtiva, mas não é fácil. Somos impelidos a focalizar o que nos prejudica – impelidos por um gozo masoquista ao qual temos de nos opor continuamente. Só a consciência disso permite não sair do caminho em que a vida desabrocha.
Seleção e contenção tornam a existência mais fácil. Desde que não sejam um efeito da repressão, como na educação tradicional. E sim do desejo do sujeito – um desejo vital de se opor às forças do inconsciente que podem nos fazer mal. Isso implica a humildade de aceitar que o inconsciente existe e que não somos donos de nós mesmos.
A ideia não é nova. Data da descoberta da psicanálise por Freud, no fim do Século XIX, mas continua a ser ignorada porque é difícil nos livrarmos do ego. Sobretudo numa sociedade como a nossa, que tanto o valoriza, e que não condena a vaidade, a prepotência e a arrogância. Pelo contrário, estimula-as para se perpetuar.
Betty Milan, Psicanalista e Escritora
Revista Veja (12 de janeiro 2011 - edição 2199)
19 janeiro 2011
A VELHICE
Simone Lucie-Ernestine-Marie Bertrand de Beauvoir, mais conhecida como Simone de Beauvoir (1908 - 1986): escritora, filósofa existencialista e feminista francesa. Escreveu romances, monografias sobre filosofia, política, sociedade, ensaios, biografias e uma autobiografia.
Esta inteligente “dama francesa” conheci lá pelo meio da década de 70, via livros, quando revolucionava o mundo das ideias/pensamentos juntamente com seu companheiro SARTRE e seu “existencialismo”. Tirante o lado feminista desta senhora e o lado político-ideológico de ambos, “curti” muitas de suas obras literárias. Esta aqui abordada, A VELHICE, de 1970, é muito boa/lúcida – “recomendo a leitura e refletir”! Mesmo com todo o evoluir de legislações protetivas ao idoso, decorridos 30 anos deste seu escrever, ainda bem atual o por ela exposto.
Com este livro, Simone abriu nova brecha nas leis, usos e hábitos das sociedades ocidentais em favor de uma nova defesa da liberdade: "É preciso que todos os homens permaneçam seres humanos durante todo o tempo em que estiverem vivos."
Normalmente, evitamos falar da velhice não somente por causa da sua imagem ou do seu cheiro (há, inconfundivelmente, um cheiro que caracteriza a velhice e um cheiro que caracteriza a juventude), mas também porque a seu lado a morte nos sorri, mostrando que no combate que desde sempre travamos, ela triunfa.
Como dizia Beauvoir, a América riscou do seu vocabulário a palavra ‘morte’, aí, a gente fala de um ente querido; do mesmo modo, é escusado dizer que ela fechou a página correspondente à velhice. Em França, o procedimento não é diferente, esta palavra é interdita. Aliás, pode-se dizer que por todos os lugares do Ocidente ela é silenciada.
Simone de Beauvoir em seu livro clássico sobre a velhice mostra, entre outras coisas, que o inconsciente não tem idade e que temos forte tendência a nos comportar, na velhice, como se jamais fôssemos velhos: aos 60 anos, raros são os que se consideram nessa condição e mesmo depois dos 80 anos há muitos que acreditam ser de meia-idade e uns tantos que continuam a se achar jovens.
"O indivíduo idoso sente-se velho através do outro, sem ter experimentado sérias mutações; interiormente não adere à etiqueta que se cola à ele: não sabe mais quem é".
Segundo ela, a sociedade de consumo trata os idosos como párias, condenando-os à miséria, à solidão e ao desespero. "Antes de tudo, exige-se deles a serenidade; afirma-se que possuem essa serenidade, o que autoriza o desinteresse por sua infelicidade", escreve Simone na introdução de seu ensaio. Assim como a feminilidade é socialmente construída, Beauvoir afirma que a velhice é acima de tudo um fator cultural.
Neste livro escreve ainda que o idoso é uma espécie de objeto incômodo, inútil, e quase tudo que se deseja é poder tratá-lo como quantia desprezível.
BELA LEI BRASILEIRA DE DIREITOS DOS IDOSOS, “NO PAPEL”:
“A família, a sociedade e o Estado têm o dever de assegurar ao idoso todos os direitos da cidadania, garantindo sua participação na comunidade, defendendo sua dignidade, bem-estar e o direito à vida.” (Lei n.º 8.842/1994 – Política Nacional do Idoso).
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