"QUANDO O MUNDO SE TORNAR CONFUSO, ME CONCENTRAREI EM FOTOGRAFIAS, QUANDO AS IMAGENS SE TORNAREM INADEQUADAS, ME CONTENTAREI COM O SILÊNCIO." [Ansel Adams / 1902-1984]

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16 maio 2010

Para CLAPTONMANÍACOS, que nem eu!



Eric Clapton & Steve Winwood Band
Eric Clapton e Steve Winwood lançam seu Tour Europeu 2010 , dia 18 de maio , no LG Arena em Birmingham, Inglaterra.
O tour inclui duas noites no Wembley Arena de Londres, um concerto ao ar livre no Konigsplatz em Munique, além de uma noite em Antuérpia, Paris, Arnhem, Berlim, Viena, Belgrado, Istambul e outras cidades.
Eric (guitarra e vocais) e Steve (órgão hammond, piano, guitarra e vocais) serão acompanhados no palco por Chris Stainton (teclados), Willie Weeks (baixo), Steve Gadd (bateria), com vocais de Michelle John e Sharon White.
Eric Clapton e Steve Winwood encontraram-se pela primeira vez em 1969, quando formaram o BLIND FAITH com Ginger Baker e Rick Grech. A banda foi de curta duração e lançou apenas um álbum. O ansiosamente esperado tour europeu segue o do verão passado nos Estados Unidos.
http://www.ericclapton.com/ (texto e imagens)


Artistas: Eric Clapton e Steve Winwood
LIVE FROM MADISON SQUARE GARDEN
Data lançamento: 19 de maio de 2009
Gravadora: Warner Brothers Records
Formato: LP / CD / DVD / BluRay

FLORINDA BULCÃO, hoje!!

Em cima de um post da amiga San sobre o filme Anônimo Veneziano, fui procurar atualidades da nossa Florinda Bulcão (ou Bolkan), hoje com 70 aninhos.
Segundo o que li, vive hoje em Braciano, a 50 Km de Roma, com sua atual companheira Ana Chigi. As paixões pelo Ryan O'Neal e pela condessa Marina Cicogna já distantes.[corrigido por cortesia de amiga italiana, que não mais reside neste local; ora estaria residindo em Milão]
Investe em cavalos de salto e mantém uma ONG no Ceará que cuida de crianças da região de Quixaba. Seu talento gastronômico, pouco conhecido , está expresso no "pocket-book" VI INVITO A TAVOLA (Mondadori), aqui traduzido como "A Mesa com Florinda" (Edições Maltese).
Nas fotos um visualizar dos efeitos do tempo-viver, inexorável para todos nós.

[não consegui achar o nome dos autores das fotos]


15 maio 2010

RENDA DA LINA

Aqui um belo registro-composição
da amiga LINA FARIAS, "prô-fotógrafa" curitibana.
Uma poesia em luz-sombra!!!


O VITAL "FOGO"




O fogo consume, aquece, ilumina, mas também pode trazer morte e dor; e por isso seu simbolismo pode variar muito dependendo do contexto em que ele é usado. Ele é muito usado como um símbolo de inspiração como também é um símbolo predominante do inferno. O fogo é um dos quatro elementos que o ser humano pode produzir, fazendo uma conexão entre os mortais e os Deuses. A maioria dos rituais envolvem uma chama eterna, e acender um fogo é equiparado com o nascimento e ressurreição. Pode ainda representar iluminação espiritual, sexualidade e fertilidade. Fogo pode ainda ser visto como uma força de purificação,
O fogo também é visto pelos cristãos, chineses e Hebreus como um símbolo de divindade. No Cristianismo, o fogo pode ser simbólico para zelo e martírio. No Egito, representa um sentido de superioridade e controle. Em muitas outras cultura, o fogo é visto como um símbolo para sabedoria e conhecimento.
Freud via o fogo como um aspecto da libido (impulso sexual) representando paixões proibidas. Ele destroi, limpa, purifica. Significa o surgimento da paixão e sexualidade. Para Jung ele representava transformação, pois ele é o grande agente das transformações pelo seu caráter de simbolizar as emoções, tanto que aquilo que resiste ao fogo tem o caráter da imortalidade. Sem o fogo da emoção nenhum desenvolvimento ocorre e nenhuma conscientização maior pode ser alcançada, ele é considerado um símbolo da consciência e no Êxodo, as tribos comandadas por Moisés foram guiadas por uma coluna de fogo durante a noite que foi denominada de Tocha Ardente, é um tipo de libido, consciente e criativa. Existe uma tendência geral de se estabelecer um paralelo entre a produção de fogo e a sexualidade, tanto que ele pode estar representando o inferno resultante da vivência da Paixão. O pramantha como instrumento do Manthana (o sacrifício de fogo) entre os hindus, tem um significado sexual.
Na alquimia, o fogo da calcinatio é um fogo purgador, embranquecedor que atua sobre a matéria negra, símbolo da nigredo, tornando-a branca, a albedo. Dentro do simbolismo alquímico, ele também era uma imagem da participação do indivíduo no trabalho pois para que a transformação se processasse era preciso atenção ao fogo que deveria sempre manter-se aceso. O que é purificado pelo fogo, torna-se de forma bastante literal, sagrado, e quando uma criatura "espiritual" é queimada a cremação lhe confere o corpo, posto que esse elemento era considerado o veículo conector entre os reinos divino e humano, a própria inspiração através do espírito.
Existe também em relação ao fogo a imagem que simboliza o grande destruidor, como pode inclusive ser visto em vários mitos posto que ele tanto pode nos queimar como nos iluminar. Nos tempos primitivos era o principal método de sacrifício aos deuses.
É um princípio criador por excelência, símbolo da energia vital, da purificação, da espiritualidade, do entusiasmo e do ardor.
O aspecto destruidor do fogo implica também, evidentemente, um lado negativo; e o domínio do fogo é igualmente uma função diabólica. A propósito da forja, deve-se observar que seu fogo é a um só tempo celeste e subterrâneo, instrumento de demiurgo e de demônio. A queda de nível é representada por Lúcifer, portador da luz celeste, no momento em que é precipitado nas chamas do inferno: fogo que queima sem consumir, embora exclua para sempre a possibilidade de regeneração.
O fogo, na qualidade de elemento que queima e consome, é também símbolo de purificação e de regenerescência. Reencontra-se, pois, o aspecto positivo da destruição: nova inversão do símbolo. Todavia, a água é também purificadora e regeneradora. Mas o fogo distingue-se da água porquanto ele simboliza a purificação pela compreensão, até a mais espiritual de suas formas, pela luz e pela verdade; ao passo que a água simboliza a purificação do desejo, até a mais sublime de suas formas — a bondade.
[Sérgio Pereira Alves]

CHURRASQUITO SEM GORDURA (no chão e arredores)

Não sei bem se é o dono da casa que é muito caprichoso
ou a "dona" que assim impõe-exige.
he,he,he,he,he,he,he
De qualquer forma, estava ótimo o churrasquito.




WHAT A WONDERFUL WORLD (grande som do "Satchmo")




I see trees of green, red roses too
Eu vejo o verde das árvores, rosas vermelhas também
I see them bloom for me and you
Eu as vejo florescer para mim e para você
And I think to myself what a wonderful world
E eu penso comigo... que mundo maravilhoso
I see skies of blue and clouds of white
Eu vejo o azul dos céus e o branco das nuvens
The bright blessed day, the dark sacred night
O brilho do dia abençoado, a sagrada noite escura
And I think to myself what a wonderful world
E eu penso comigo... que mundo maravilhoso
The colors of the rainbow so pretty in the sky
As cores do arco-íris, tão bonitas no céu
Are also on the faces of people going by
E estão também nos rostos das pessoas que passam
I see friends shaking hands saying how do you do
Vejo amigos apertando as mãos, dizendo: "Como vai você?"
They're really saying I love You
Eles estão realmente dizendo: "Eu te amo !"
I hear babies cry, I watch then grow
Eu ouço bebês chorando, eu os vejo crescer
They'll learn much more than I'll never know
Eles aprenderão muito mais que eu jamais saberei
And I think to myself what a wonderful world
E eu penso comigo... que mundo maravilhoso
Yes I think to myself what a wonderful world
Sim, eu penso comigo... que mundo maravilhoso.


WHAT A WONDERFUL WORLD é uma canção escrita por Bob Thiele (com pseudônimo George Douglas) e George David Weiss; proeminentes no mundo da música (Thiele, como produtor e Weiss, como compositor / intérprete). Foi gravada pela primeira vez na voz de LOUIS DANIEL ARMSTRONG (“Satchmo”) em 1.967 e lançada como compacto em 1.968. A intenção era que a música servisse como um antídoto ao carregado clima racial e político nos Estados Unidos (foi escrita especialmente para Armstrong), a canção detalha o deleite do cantor pelas coisas simples do dia-a-dia. A música mantém, também, um tom esperançoso e otimista com relação ao futuro, incluindo uma referência aos bebês que nascem no mundo e terão muito para ver e crescer.
Esta canção, inicialmente, não obteve êxito nos Estados Unidos, onde vendeu menos de 1.000 cópias, porque o chefe da ABC Records não gostou da canção e não promoveu-a, mas foi um dos maiores sucessos no Reino Unido em 1.968.
Foi relançada nos Estados Unidos, logo após a morte de Armstrong em 1971, e se tornou uma das dez mais nas paradas de sucessos. Mas tornou-se realmente popular quando foi apresentada no filme Good Morning, Vietnam (Bom Dia, Vietnam), vinte anos depois (1.987).
***Armstrong foi fortemente influenciado por Martin Luther King no tipo de músicas que tocava e nas letras, algumas vezes acerca do racismo e da necessidade de acabar com este.



THÉMIS & DIKÉ (pra não se dizer que nada posto de Direito)

A balança como símbolo do Direito e da Justiça é um dos símbolos profissionais mais conhecidos. No entanto, a representação original não é a balança sozinha, e sim, a balança, em perfeito equilíbrio, sustentada por mãos femininas .
Na Grécia, a mulher era a deusa Diké, filha de Zeus e de Thémis, que, de olhos abertos, segurava, com a mão direita, a espada e, com a esquerda, uma balança de dois pratos. A balança (representa a igualdade buscada pelo Direito) e a espada (representa a força, elemento inseparável do Direito).
Existe uma grande polêmica com relação a quem é realmente a Deusa Grega que segura a balança. A maioria atribui à Deusa Thémis o papel, mas a verdadeira Deusa da Justiça é a sua filha Diké.
A Deusa Thémis foi considerada a guardiã dos juramentos dos homens e, por isso, ele foi chamada de "Deusa do juramento ou da Lei", tanto que costumava-se invocá-la nos juramentos perante os magistrados. Por isso, a confusão em considerá-la também como a Deusa da Justiça. Thémis era uma deusa dotada dos mais nobres atributos. Tinha três filhas: Eumônia - a Disciplina, Diké - a Justiça, e Eiriné - a Paz. Thémis, filha de Urano (céu, paraíso) e Gaia (Terra), significa lei, ordem e igualdade e fez da sua filha Diké (ou Astraea), que viveu junto aos homens na Idade do Ouro, Deusa da Justiça (Fonte: Theosophical University Press - 1999).
A diferença física entre as duas Deusas é que enquanto Diké segurava a balança na mão esquerda e a espada na direita, Thémis era apresentada somente com a balança ou segurando a balança e uma cornucópia.
A venda foi invenção dos artistas alemães do século XVI, que, por ironia, retiraram-lhe a visão.
A faixa cobrindo-lhe os olhos significava imparcialidade: ela não via diferença entre as partes em litígio, fossem ricos ou pobres, poderosos ou humildes, grandes ou pequenos. Suas decisões, justas e prudentes, não eram fundamentadas na personalidade, nas qualidades ou no poder das pessoas, mas na sabedoria das leis. Hoje, mantida ainda a venda, pretende-se conferir à estátua de Diké a imagem de uma Justiça que, cega, concede a cada um o que é seu sem conhecer o litigante. Imparcial, não distingue o sábio do analfabeto; o detentor do poder do desamparado; o forte do fraco; o maltrapilho do abastado. A todos, aplica o reto Direito.
A história diz que ela foi exilada na constelação de Virgem mas foi trazida de volta à Terra para corrigir as injustiças dos homens que começaram a acontecer.
Mais tarde, em Roma, a mulher passou a ser a deusa Iustitia (ou Justitia) , de olhos vendados, que, com as duas mãos, sustentava uma balança, já com o fiel ao meio. Para os romanos, a Iustitia personifica a Justiça. Ela tem os olhos vendados(para ouvir bem) e segura a balança com as mãos (o que significa ter uma atitude bem firme). Distribuía a justiça por meio da balança que segurava com as duas mãos. Ela ficava de pé e tinha os olhos vendados; dizia (declarava) o direito (jus) quando o fiel (lingueta da balança indicadora de equilíbrio) estava completamente vertical.
Dr. Fábio L. Barros
http://fabiolbarros.blogspot.com/2009/11/simbolo-do-direito-justica-tem-numa-das.html


14 maio 2010

DILMONA LISA

Aqui a genialidade criativa do cartunista-chargista-caricaturista-arquiteto-etc. curitibano "ROQUE SPONHOLZ. Vi lá no Blog da amiga San, surrupiei e aqui posto - com os devidos créditos.


BOAS-PRODUTIVAS LEITURAS

LUC FERRY, filósofo e ex-ministro da Educação da França, um dos principais defensores do “humanismo transcendental secular”, hoje com 59 anos, é autor de APRENDER A VIVER – Filosofia para os novos tempos (tradução de Vera Lucia dos Reis; Objetiva; 2007; 304 páginas), um livro de divulgação filosófica que discute, de forma acessível mas séria, autores como Nietzsche, Husserl e Heidegger. A filosofia, na visão de Ferry, é uma alternativa laica à religião: busca respostas para a angústia fundamental que todo ser humano tem ao tomar consciência de sua irremediável finitude. Aprender a Viver investiga as respostas que diferentes escolas filosóficas deram a esse problema, encerrando-se com a alternativa do próprio Ferry, sua proposta de um novo humanismo secular, que supere os becos sem saída construídos pela dúvida radical de pensadores como o alemão Friedrich Nietzsche.
Aprender a Viver é voltado especificamente para o leigo, e em particular para o leitor jovem. O título, com certo jeitão de auto-ajuda, tem um apelo inegável, que talvez responda por parte do sucesso da obra.
Graduado pela Universidade de Paris-IV e Universidade de Heidelberg,  Ferry preside atualmente o Conselho de Análises da Sociedade, órgão ligado à Presidência da França.
“LI, GOSTEI E RECOMENDO A LEITURA”!!!
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Agora lendo A SABEDORIA DOS MITOS GREGOS: Aprender a viver II (tradução de João Bastos; Objetiva; 2009; 310 páginas). Neste 2º volume da série aprender a viver, Luc Ferry conta e interpreta os mitos centrais da cultura grega. A abordagem instiga o leitor a examinar sua própria vida e suas crenças, para entender melhor seu lugar no cosmos e os desafios da vida humana.
Esta série já vendeu mais de 700.000 exemplares em todo o mundo, feito que transforma a filosofia em best-seller. Mas, claro, não os encontrarás na listagem dos mais vendidos “in Brazil”.


CREPÚSCULO (em Campos Novos - SC)






12 maio 2010

FOTOGRAFIA EM 3 D

Agora, depois do Avatar, querem nos fazer voltar ao passado e consumir/engolir o velho sistema 3 D. Então temos aí além do cinema, TVs, notebooks, monitores, vídeo games, celulares, câmeras fotográficas e de vídeo, porta-retratos, até impressoras, sendo lançados-produzidos neste sentido.
Sony, Samsung, LG, Panasonic, Fuji e companhia já estão investindo pesado no 3D. Nikon e Canon também atentas a este novo mercado.
Em fotografia, já tínhamos câmeras 3 D à venda, mas com pequena expressão de vendas. Agora começam a surgir as digitais, em que saiu à frente a Fuji no ano passado(2009), com seu lançamento da FinePix Real 3D W1 , de 10 MP, que filma e fotografa em três dimensões.
O precinho está em torno dos US$ 600,00 (carinho, como toda novidade)
Se irá emplacar em fotografia veremos a frente!!! Em cinema/vídeo já antevisto o sucesso.
Ciro S. Röpke

ISQUEIRO OU CÂMERA?

Quem gosta de isqueiros pode comprar a câmera fotográfica inspirada nos modelos Zippo.
A Zippo Digital Camera permite tirar fotos de maneira discreta, 
seu formato de isqueiro engana qualquer pessoa, principalmente se a câmera estiver fechada. 
Custa por volta de 100 dólares, possui conexão USB, “timer” e faz fotos contínuas. Com 64Mb, ela armazena 30 fotos 640×480, ou até 100 fotos 320×240. Funciona apenas com uma pilha AAA.
GOSTEI DESTA(E)!!!!!


09 maio 2010

MINHAS CÂMERAS ANTIGAS

Aqui meu pequenino acervo de câmeras antigas.
Pequeno, "mas expressivo para mim".
Cinco destas aí doações de queridos amigos(as).
Uma das Kapsas, era de meu pai. A Agfa Isoly II, de meu irmão.
A Ricoh TLS 401, a Praktica MTL3 e a Olympus OM2-n,
câmeras que usei ao fotografar antes do advento digital.
A mais antigona: a Kodak Brownie.
E estamos aqui abertos-aceitantes de mais doações.
ESTE NOSSO ESPECIAL CURTIR!!!


Professores do GIBRAN


A REAL ELEGÂNCIA!

Esta difícil de visualizarmos, né??





CAPOEIRITA FLORIDA

Esta aquela fotinho elogiada até pelo grande Dico Kremer,
"top prô" da fotografia curitibana,
que aqui muito me gratificou-envaideceu.



BLOW-UP, "o filme" (o culpado de minha tara-paixão fotográfica)


BLOW UP – Depois Daquele Beijo
(Michelangelo Antonioni, 1966)
Amílcar Figueiredo
http://multiplot.wordpress.com/2008/06/13/blow-up-depois-daquele-beijo-michelangelo-antonioni-1966/

“Algumas vezes, a realidade é a mais estranha de todas as fantasias”, afirma o narrador do teaser de Depois Daquele Beijo (Blowup), o primeiro filme do diretor italiano Michelangelo Antonioni em inglês. Filmado e ambientado na “Swinging London” da década de 60, Blowup vai muito além da dicotomia verossimilhança/fantasia: coloca em xeque o processo de apreensão da realidade que é a imagem – a fotografia e o próprio cinema, em última instância – e subverte a tradicional noção de passividade do espectador frente ao trabalho do artista. O filme, um dos mais analisados em toda a história do cinema, não oferece respostas ou conclusões óbvias para sua trama enganosamente simples, nem requer que seu público o faça – é na dinâmica da vida e seu retrato por meio de imagens que se encontra o seu verdadeiro cerne.

Blowup conta a estória de Thomas (David Hemmings, memorável), um fotógrafo de moda entediado com o vazio de sua profissão. Amoral, arrogante, insensível e obcecado por seu trabalho, Thomas tem um senso estético extraordinário que, a despeito de ser fundamental em seu ofício, não lhe preenche. A vida passa por Thomas – como os merrymakers do início, mímicos de simbolismo crucial para a apreensão das intenções de Antonioni – em verdadeiros espasmos, surtos de cor e movimento (que podem ser prosaicos como a hélice de um navio, à venda em um antiquário) captados com precisão por sua câmera, mas não lhe toca. Esta insensibilidade para o significado das imagens é posta à prova quando, após ser fotografada, de forma não-consensual, aos beijos com um homem num parque, Jane (Vanessa Redgrave), já sozinha, insiste para que ele lhe dê o filme e não é atendida.

A imagem, ao contrário das pessoas que ele descarta tão facilmente, é a grande paixão de Thomas, seu pathos. Mas a desimportância que ele atribui àquele episódio aparentemente casual, ignorando o pedido de Jane para que não revelasse as fotos, demonstra quão desprovida de conteúdo é sua estrutura interior. Thomas inconscientemente busca por significados no transcorrer de toda a projeção e eles surgem a partir da descoberta de um possível assassinato no parque, quando o negativo do filme é revelado e uma das fotografias é sucessivamente ampliada (de onde vem o título original do filme – to blow up). Uma imagem isolada é destituída de significado; o conjunto formado por várias delas, formando uma seqüência lógica, adquire a relevância que o artista tanto procura.

A quem pertence a imagem? Àquele que é retratado ou à pessoa que a vê? Thomas tenta encontrar os significados ocultos de suas fotos tendo como referência a identificação da expressão apreensiva de Jane em uma delas. Numa seqüência visualmente espetacular – e arrepiante, com pouquíssimos cortes e sem som – a perspectiva do outro finalmente se torna relevante para ele, passível de vir a ser um ponto de partida. As imagens não existem mais para exclusivo deleite de Thomas, elas passam ter importância em razão de seu significado intrínseco.

Antonioni vê muito de si próprio em Thomas. Seu alter ego é retratado sem concessões: materialista, fútil, sexista e moralmente repreensível. Mas o extraordinário gosto do diretor pela beleza se revela nos enquadramentos magníficos, nos movimentos secos, porém precisos, da câmera, na seqüência em que ele, o Antonioni mestre na arte do cinema, fotografa Thomas fotografando Veruschka – dois fotógrafos em um só, ambos em contínua busca pelo enquadramento perfeito e apaixonados por seu ofício. As reais intenções de Antonioni, no entanto, são muito mais profundas, pois a crítica que ele faz a seu protagonista e a si mesmo é ampliada – em outro blow up, desta vez sociológico e moral – para a própria sociedade em que vivemos. De Thomas para Londres, e de Londres para o mundo. Em Blowup, as pessoas são retratadas estáticas e alheias aos significados das coisas, como são as modelos e os espectadores, rígidos como manequins, do show dos Yardbirds (Jimmy Page e Jeff Beck ao palco). Antonioni clama para que nós rejeitemos nossa própria inércia ideológica, que deixemos de adotar uma postura passiva no filme e em nossas próprias vidas.

Esse é, finalmente, o aspecto nodal da estética de Blowup. Toda obra de arte tem seu ponto crucial, o momento em que as verdades de seu criador são postas à prova, sujeitas ao exame de seus destinatários. Esse é um momento cujo risco é proporcional às ambições do artista, e no caso de Blowup, elas não poderiam ser maiores. Ao final, a partir da extrema relativização da importância do assassinato no filme, Antonioni subverte as noções de autoria e significação das imagens de uma maneira tal que entrega seu próprio filme ao espectador. Não há mais Blowup, de Michelangelo Antonioni, mas sim um filme cuja essência, beleza e significado estão nos olhos de quem o vê – e que corre o risco de se extinguir se esse processo não for continuamente renovado, tal qual se extingue, de uma forma maravilhosamente lírica, a imagem do próprio Thomas no último plano do filme.

Preste atenção: na interação entre os mímicos e Thomas, no início e ao final de Blowup. Num primeiro momento o fotógrafo se diverte e aprecia o trabalho dos mímicos, mas passa ao largo de sua verdadeira arte; ao final, após uma experiência extenuante (que dura pouco mais de dois dias no filme) ele não só se comove com uma partida de tênis com bolas invisíveis – ele as ouve e as vê. A magia do cinema, de ter contato com uma realidade que se sabe ser artificial, mas que toca nossos corações ainda assim, é retratada em Blowup em todo o seu esplendor.

Porque não perder: pelo processo de desnudamento do diretor atrás das câmeras, o que se reflete em seu avatar, Thomas; pelos belos planos e contraplanos, esteticamente arrojados (cortesia de Carlo di Palma); por ser um excepcional exemplo de um filme que nos conta sobre o ofício de fazer filmes.

KITSCH???

Poderia até asssim se conceituar artisticamente, né?
Ou mero gosto popular.
Enfim, se agrada assim, valendo!!!
Quem disse que o "clean decorar" é o mais adequado-correto???





BLUE ROMÃ

Tinha feito anteriormente uma série de fotos desta fruta com ela cortada ao meio, à faca.
Uma amiga me sugeriu pegar uma bem madura
e abri-la com as mãos, para destacá-la interiormente.
Então, fui a este testar.
E deu realmente melhor resultado que o anterior.
Valeu a dica!!!!!!!






08 maio 2010

CINAMOMO "PELADO"

São os sintomas outonais aí manifestos!


MOLHADINHA DA CHUVA


MUNITIM, MAS ESPINHANTE


BREGUIS JARDIM!

Achou brega-cafona-tosco o gosto da dona do jardim???
Então venha aqui discutir conceitos estéticos com a mesma.
he,he,he,he,he,he,he.......




UM VISITANTE REPTILIANO!!

Em visita a amigos nesta manhã, na saída, decorreu este cenário aqui na casa de vizinho destes - um visitante lagarto que estava instalado em canil abandonado. Como somos digamos assim civilizados,
tratamos o bichito e largamos de volta na natureza após estes registros aqui.
Mas, sim, muitos matam e até comem esta espécie por aqui.
Alguns até se assustam ao vê-los, né???
Mas bem cumprem aí suas funções no contexto da natureza.
Este aí teve sorte de estar instalado em quintal de agrônomo.





NOSTALGIA EM P&B

Nos idos de 1.974, no campus da UFSM, em Santa Maria-RS fazíamos estas fotinhos aqui em momentos de convívio com turma de jornalismo. Isto em intervalo de aulinha da disciplina de Fotografia.
Bons tempos dos cabelos longos, calça boca de sino, muito bom rock, cursar de 2 faculdades e muita curtição-alegria.
Hoje, quando envelheço mais um aninho, aqui recordando estes bons tempos, registrados em P&B, mas armazenados a cores na mente.
Quem era eu, na época?? Você descobre aí!!!!!!
Aonde estarão hoje estes jornalistas, não sei. Mas bem que gostaria de encontrá-los e bater um bom papo relembrando esta época.
P.S.: Apesar da maioria aí já fotografar em 35 mm, esta coleguinha tinha esta invejada Rolleiflex, em que obtinha excelentes resultados.

07 maio 2010

UM ETERNO COPIAR!

fotodahora.com.br

"Os olhos são as janelas da alma" é expressão muito usada na literatura, mormente por poetas, para expressar um pensamento: é pelos olhos de uma pessoa que lhe conhecemos o íntimo.

Machado de Assis mudou muito pouco sua construção; dizia que “os olhos são o espelho da alma”.

É uma frase de Alphonse Karr, escritor francês muito popular no século passado. No original : “les yeux sont les fenêtres de l’âme”.

José de Alencar foi um dos divulgadores no Brasil, bem antes de Machado de Assis. Citou-a na crônica Ao correr da pena, em maio de 1855, na qual diz : “Ora, há muitas almas que têm a felicidade de poderem de manhã abrir suas janelas de par em par, e se debruçar nelas para espreitarem o que se passa adiante do nariz.”

Mas a frase não é original. Ela é mera repetição de um pensamento que se encontra no Evangelho de São Mateus , capítulo VI, versículo 22 : “ Teu olho é a lucerna do teu corpo.”
http://melinaresende.multiply.com/journal/item/36/Sobre_a_fotografia

ON PHOTOGRAPHY, um marcante livro de fotografia


SOBRE FOTOGRAFIA (On Photography) é um livro que fez história no âmbito dos estudos da imagem. Publicado originalmente no Brasil em 1983, reúne seis ensaios escritos na década de 70, em que a romancista e filósofa Susan Sontag analisa a fotografia como fenômeno de civilização desde o aparecimento do daguerreótipo, no século XIX. O resultado é uma história social da visão, demonstrando seu lugar central na cultura contemporânea. Sontag extrapola os domínios da técnica da fotografia, enfoque que desliga a prática fotográfica do quadro social que a inventa e a consome. Abrangentes e reflexivas, as análises dialogam com a filosofia, a sociologia, a estética e a arte pictórica. A erudição da autora não se traduz, porém, em hermetismo. Seu estilo é simples e direto.
"A realidade, como tal, é redefinida pela fotografia", escreve ela ao discutir as relações entre os acontecimentos e as imagens produzidas a partir deles. Sontag mostra como as noções de fato e representação se embaralham nas sociedades industriais e consumistas, onde "tudo existe para terminar numa foto".

SUSAN SONTAG nasceu em Nova York em 1933 e morreu em 2004. Cursou filosofia na Universidade de Chicago e pós-graduou-se em Harvard. Seus livros foram traduzidos para mais de trinta línguas. Além de ensaios, escreveu também romances e dirigiu cinema e teatro.
[após sua morte, seu filho publicou um de seus diários e publicará mais dois – mas estes só de interesse aos leitores deste gênero ]

A ressaltar ainda com o tema Fotografia seu livro: “DIANTE DA DOR DOS OUTROS”, uma  profunda reflexão sobre as relações entre notícia, arte e compreensão na representação dos horrores da guerra, da dor e da catástrofe. Discutindo os argumentos sobre como essas imagens podem inspirar discórdia, fomentar a violência ou criar apatia.

DOIDEIRAS COM CÂMERAS-LENTES

Quantas vezes você já jogou coisas fora porque quebraram ou perderam a utilidade? Da próxima vez que for se desfazer de algo, pense se não pode fazer as vezes de um outro objeto, com muita classe e criatividade.
O site Photojojo deu uma ideia incrível: transformar lentes de câmeras fotográficas profissionais quebradas, ou até a peça inteira, em vasos.
Se quiser fazer um desse aí na sua casa, a dica é usar plantas pequenas, como suculentas, ou até mesmo temperos para utilizar na sua cozinha.
[Revista Casa e Jardim Online]
P.S.: Mas preferencialmente me envie aí estas câmeras/lentes detonadas, cairiam bem em meu pequenino museu de equipamentos fotográficos.

Fotos: Kelly Jensen e Dr Cullen

POSANDO PARA O AMIGO FOTÓGRAFO


PURPLE RAIN (mine, not of Prince)


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